Vampiro odeio alho
Vampiro Clã

Foi criado por Ancestrais dos vampiros 18.09.2008 às 20:14:24
Descrição da personagem
Yoshi-hiru - Asas de Sangue


YOSHI-HIRU

-Asas de Sangue-

Prelúdio

O Despertar

19 de Junho de 1999, 22:23h.

Dia de chuva. Havia trabalhado até mais tarde em uma escolta de um lote de obras de arte que haviam vindo da França. O caminhão de transporte furado o pneu. A tensão tomava conta de todos os envolvidos.

- Aquele maldito pneu tinha de furar justo em uma rodovia deserta!

Saí do carro que guiava a escolta e fui assegurar que tudo estivesse de acordo, enquanto meus homens ajudavam o motorista a trocar o pneu. A chuva ficava cada vez mais forte. Cada gota se chocava contra meu rosto como uma navalha. A água era tanta em meus ouvidos que era impossível ouvir Carlos me chamando a poucos metros. Sendo assim, utilizou o rádio.

- Kazamia! Responda!

- Na escuta! Prossiga!

- Pneu trocado! Volte pra esse maldito carro, antes que eu pegue uma pneumonia!

- OK! Estou voltando.

Eu estava a uns cinqüenta metros à frente do nosso comboio, observando uma velha cabana abandonada no meio de um enorme pasto. Logo voltei, deixando meus devaneios de lado.

- O que foi Kazamia?

- Estava averiguando o perímetro.

- Vamos! Estamos atrasados quase meia hora!

Ele deu a partida e continuamos o caminho. Eu estava muito distante, sentindo um frio estranho na barriga. Hoje fazia oito anos que eu e minha esposa, havíamos nos conhecido. Queria ter pego folga, mas meus superiores foram incisivos, quando disseram que era de extrema importância que eu participasse desta escolta. Lá na frente avistamos uma barreira policial.

- Cegonha-2! Responda!

- Na escuta! Prossiga Cegonha-1!

- Verifique no cronograma: barreira policial na altura de Itajaí.

- OK! Um momento...

Aquilo estava me preocupando. Não lembrava de ver alguma barreira policial no cronograma.

- Cegonha-1! Responda!

- Cegonha-1 na escuta! Prossiga!

- Tudo OK! Barreira policial na altura de Itajaí. Alguma coisa a ver com o feriadão!

- OK! Prosseguir conforme combinado.

Passamos pela barreira sem problemas. Mas aquele negócio na minha garganta não passava. Quanto mais tentava superar aquilo, pior ficava. Tentei me concentrar em algo, tentando esquecer aquela angustia. Comecei a conferir minha pistola. Eu sabia que aquilo incomodava Carlos, mas era a única coisa que eu podia fazer.

- O que foi, Kazamia? Você está inquieto a noite toda!

- Não sei... Um pressentimento ruim!

- Calma homem! Estamos quase em casa! Daqui a pouco você da um beijo na sua filha e uma 'calibrada' na sua mulher!

Disse ele rindo com aquele humor que já conhecia a tantos anos.

- Hoje faz oito anos que nos conhecemos!

- Eu sei! Você já repetiu isso uma duzentas vezes desde que o dia começou!

Tirei a foto delas da minha carteira. Atrás estava escrito: "De seus dois maiores amores! Um beijo duplo!"

Elas estavam especialmente lindas naquela foto. Minha filha já estava com seis anos, linda como a mãe. Cabelos negros, olhos claros. Os ventos haviam me presenteado com a mais perfeita dádiva. Desde que conheci Karine, nunca mais havia acontecido nada de ruim na minha vida. Nossos amigos nos apresentaram quando estávamos bebendo em um PUB. Era um pouco quieta, mas foi bastante simpática quando puxei assunto. Começamos a falar sobre música e filosofia. Era bem diferente das outras garotas. Estava iniciando sua faculdade de Letras, então se empolgou bastante quando começamos a falar sobre escritores e suas obras. Acabamos indo para o apartamento de Carlos. Por termos passado um pouco da conta na bebida, fomos a pé, o apartamento dele não era longe.

Ela me falava sobre seus escritores favoritos e seus títulos enquanto andávamos quase abraçados por causa da garoa. No apartamento, continuamos a beber e conversamos madrugada adentro. Era uma sexta feira e o dia seguinte era feriado, então ninguém se preocupou com a hora. Alguns de nossos amigos acabaram adormecendo na sala. Carlos e sua namorada haviam ido para o quarto e pelo barulho, achamos melhor não incomodar. Acomodamos-nos na varanda, levado uma garrafa de vinho para aquecer um pouco. Ela começou a me perguntar sobre meu passado, sobre meus amores entre outras coisas. Como estava meio levado pelo álcool, acabei falando mais do que gostaria naquele momento. Chorei minhas mágoas e desafetos e ela também. Conversa vem, conversa vai, acabamos nos beijando e desde então nunca mais nos separamos.

- Kazamia! Chegamos!

Eu estava tão perdido em minhas memórias, que nem havia notado que já estávamos estacionados. Vigiamos de perto o descarregamento. Me chamou atenção alguns dos pertences que não estavam encaixotados. Espadas japonesas e armaduras antigas, aquilo não estava na lista oficial, mas resolvi não dar importância. Verificamos se não faltava nada e voltamos à empresa para entregar o relatório e entregar nossas armas. Aproveitei para tomar uma ducha lá mesmo, não queria chegar em casa coberto de lama de cima a baixo. Minha filha há essas horas já devia estar dormindo, mas eu sabia que Karine ainda estava acordada me esperando, lendo algum livro.

Durante o banho comecei a ter uma forte tontura. Uma gota de sangue escorreu de minha narina. Uma vontade louca de voltar pra casa me tomou. Mal havia me vestido direito. Passei correndo pela recepção. Peguei meu carro e dirigi o mais rápido que pude em direção a minha casa. Pensei em parar para ligar para casa, mas não conseguia parar de dirigir. Cheguei lá com o sangue escorrendo anormalmente de minhas narinas e olhos, misturando-se ao suor. Quando parei o carro minha vista continuou se mexendo como se eu ainda estivesse me movendo. Meu coração zunia dentro de meu peito. Sentia frio e calor ao mesmo tempo. Depois de alguns segundo forçando a me mover, consegui sair do carro e focar minha casa. Vi algo que fez meus sentidos se paralisarem. A janela do nosso quarto estava destruída. A porta de entrada estava em pedaços.

Antes de sair do carro, peguei involuntariamente meu revolver pessoal. Fui em direção da casa com ele em punho. O suor e o sangue manchavam minha roupa e deixava um rastro pelo caminho. Quanto mais me aproximava da porta mais meus sentidos me traíam. Uma mistura de rugido e vidro se quebrando se transformou em pontadas em meus tímpanos. Agora o sangue também escorria de meus ouvidos. Um impulso de urgência ainda maior me impulsionou para o andar de cima quando ouvi um grito. O corredor e as escadas passaram por mim como fantasmas. A porta do quarto de minha filha estava destruída. Num segundo e eu estava parado na entrada da porta do quarto dela. Havia uma sombra parada sobre a janela bem a minha frente. Minha vista se embaralhava cada vez mais quando tentava distinguir o que era. Caí de joelhos no chão com uma forte dor em todo corpo quando um urro estridente saiu de algum lugar a minha frente. Olhando para o chão minha vista voltava a funcionar. O chão estava coberto de desenhos geométricos feitos com sangue. Meus olhos pareciam ter vida própria, seguindo cada linha. Um passo forte em algum lugar me fez virar o rosto em direção oposta. Havia alguma coisa no que parecia ser o centro daqueles desenhos nefastos. Havia um corpo lá. Um corpo despedaçado. Era minha esposa. Estava dilacerada, como se monstruoso a houvesse atacado. Um brilho febril surgiu na minha frente. Raios da lua refletiam nos olhos e presas da besta. Um cheiro forte de sangue invadia minhas narinas mais uma vez. Não era apenas o meu sangue que fedia ali, era o da minha esposa. Mas onde estava minha filha? A criatura uivava mais uma vez. Estava a poucos passos de mim, me encarando. Meu corpo tremia frouxamente. Meu estomago parecia der se misturado aos outros órgãos. Vomitei sangue e bile. Perdi o equilíbrio caindo de rosto em meu próprio vomito. Mais um uivo e meus olhos se arregalaram. Parecia que havia perdido a consciência durante um segundo. Havia algo em baixo da cama de minha filha. Era ela, Lara. Imóvel, com os olhos arregalados, coberta de sangue em posição fetal. Um brilho que diminuía a cada segundo era a única coisa que havia em seus olhos. O sangue se concentrava entre as pernas dela. Quando me dei conta, a raiva havia me tomado por completo. A vida estava me deixando e em seu lugar só havia ódio e dor. Meus músculos começaram a enrijecer como se quisessem se transformar em gelo. Meus cabelos estavam embranquecendo, morrendo. Todos os sentimentos estavam se misturando, separando, unindo, morrendo e finalmente dando lugar apenas a fúria. Não era mais eu quem estava ali. Eu assistia aqui como um espectador. Num segundo estava no chão, no outro estava com um pedaço de madeira nas mãos, em pé, diante da criatura. Ela havia se assustado ao ponto de saltar para trás, para vão onde antes havia uma janela. Mais um piscar de olhos e eu estava em cima dela com a estaca de madeira enfiada em seu olho direito. Minha mão a segurava com tanta força que pude sentir a madeira se trincando em minha mão. O grunhido da criatura estremeceu as estruturas da casa. De repente senti meu peito se aquecendo. Não senti mais o chão sob meus pés. Tudo estava se movendo. Eu estava no ar flutuando. Podia ver todo o corredor que dava de frente para o quarto, as escadas, depois o chão. Apaguei. Aquelas cenas se repetiam milhares de vezes em minha mente, como um fragmento de realidade que persistia tentando se manter vivo. Aquele era meu inferno.

Ouvi uma voz familiar me chamando.

Acordei. Era meu antigo mestre, o homem que me criou como filho. Eu estava deitado sobre vários tatames vestido apenas com um kimono branco de seda pura. Takeda estava de joelhos próximo a mim. Havia incenso queimando nos quatro cantos da sala. Após passar alguns segundos, aquele fragmento de memória voltou como um meteoro. Eu estava acordado e aquele pesadelo era mais real do que podia imaginar. Eu me sentia morto, mas ainda não sabia o quanto.

- Você não está vivo, mas também não está morto. Se você está se perguntando se é verdade, sim! É verdade!

Sentia meu corpo gelado. Sentimento algum tocava meu coração, apenas um profundo frio dormente.

- Tiveram um enterro digno?

- Sim!

- Quanto tempo estive... dormindo?

- Cinco anos! Seu espírito morreu junto com elas Yoshi!

Olhei para ele sem entender o real significado do que dizia.

- Sua vida se foi junto da vida de sua família. Você não está vivo. Seu ódio é o que lhe mantém em pé! Não posso explicar mais do que isso, pois nem eu mesmo entendo a complexidade do que aconteceu. Fiquei alguns segundos fitando o nada. Aquela figura obscura da criatura não me despertava mais medo, apenas desejo, propósito. Eu precisava de algo, algo que se tornasse o meio para o fim que me consumia.

- Aquele ferreiro Musamari ainda é vivo?

Fim do Prelúdio




TE AMO
Estatística
Total das preciosidades: 51.160,20 Litros de sangue
Vítimas mordidas (link): 0
Combates: 122
Vencidos: 30
Derrotas: 92
Empates 0
Ouro ganho: ~ 2.000,00 Ouro
Ouro perdido: ~ 7.000,00 Ouro
Pontos certeiros aplicados: 3755.02
Pontos certeiros sofridos: 37992.31
As propriedades de odeio alho:
Nível da personagem: Nível 18
Força: (43)
Defesa: (37)
Agilidade: (35)
Resistência: (36)
Habilidade: (35)
Experiência: (1465|1620)
As estatísticas da pagina ancestral odeio alho
Desafios tentados: 0
Desafios bem sucedidos: 0
Desafios falhados: 0
O guarda de odeio alho
Lobo de Caça Biônico
Género de guarda: Lobo de Caça Biônico
Nome do guarda: Lobo de Caça Biônico
Ataque: (8)
Defesa: (5)
Resistência: (5)
Dados do perfil
Sexo: masculino
Idade: 15-20 Ano
Localidade: salvador
Número ICQ: ---
MSN Messenger: gleison_just@hotmail.com
Yahoo Messenger: ---
Nome AIM: Yoshi-Hiru
Jabber ID ---
Skype ID ---
Arena

odeio alho ainda não atingiu um ranking especial na arena.
odeio alho criou até agora 1 Vampiros:
[Os Pr] Yoshi-Hiru Nível 83 Preciosidades 1242055 Litros de sangue
 


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